Convergência Teatral

Sófocles – história e obras

Posted on: 15 setembro | 2008

Sófocles (496 a.C.-406 a.C.) dramaturgo grego, considerado como um dos mais importantes escritores de tragédia ao lado de Ésquilo e Eurípedes.

Suas peças retratam personagens nobres e da realeza. Filho de um rico mercador, nasceu em Colono, perto de Atenas, na época do governo de Péricles, o apogeu da cultura helênica. Escreveu cerca de 120 peças, das quais apenas sete “sobrevivem” até os dias atuais. Foi ordenado sacerdote de Asclépio, o deus da medicina, e eleito duas vezes para a Junta de Generais, que administrava os negócios civis e militares de Atenas. Dirigiu o departamento do Tesouro, que controlava os fundos da Confederação de Delos.

Em suas tragédias, mostra dois tipos de sofrimento: o que decorre do excesso de paixão e o que é conseqüência de um acontecimento acidental (destino). Reduziu a importância do coro no teatro grego, relegando-o ao papel de observador do drama que se desenrola à sua frente. Também aperfeiçoou a cenografia e aumentou o número de elementos do coro de 12 para 15, porém esse número pode variar de acordo com o poeta que define a tragédia. Sua concepção teatral foi inovadora e elevou o número de atores de dois para três.

Suas peças “sobreviventes” são:

Ájax: Ájax, filho de Télamon, era o mais poderoso guerreiro grego depois de seu amigo Aquiles, morto havia pouco tempo. Enlouquecido por não ter recebido dos átridas as armas divinas do amigo, massacra os rebanhos ao invés de atacar os “inimigos”. Ao perceber o que fizera, sente-se desonrado e se suicida. Após sua morte, Agamêmnon e Menelau se recusam a permitir que Ájax seja enterrado, mas após a intervenção de Teucro e de Odisseu (que havia recebido as armas de Aquiles), Agamêmnon volta atrás e permite que lhe sejam prestadas as honras fúnebres.

Antígona: Antígona, deseja enterrar seu irmão Polinice, que atentou contra a cidade de Tebas, mas o tirano da cidade, Creonte, promulgou uma lei impedindo que os mortos que atentaram contra a lei da cidade fossem enterrados, o que era uma grande ofensa para o morto e sua família, pois a alma do morto não faria a transição adequada ao mundo dos mortos. Antígona, enfurecida, desafia as leis da cidade e enterra seu irmão. Ela é então capturada e levada até Creonte, que sentencia Antígona a morte, não adiantando nem os apelos de Hemon, filho de Creonte e noivo de Antígona, que clama ao pai pelo bom senso e pela vida de Antígona, pois ela apenas queria dar um enterro justo ao irmão. Hemon briga com Creonte e então Antígona é levada a morte. Aparece então Tirésias, o adivinho, que avisa a Creonte que sua sorte está acabando, pois o orgulho em não enterrar Polinice acabará destruindo seu governo. Antes de poder fazer algo, Creonte descobre que Hemon, seu filho, se matou, desgostoso com a pena de morte de Antígona. Eurídice, desiludida pela morte do filho, que se matou ao ver a Antígona enforcada, também se mata, para desespero de Creonte, que ao ver toda sua família morta se lamenta por todos os seus atos, mas principalmente pelo ato de não ter atendido o desígnio dos deuses, o que lhe custou a vida de todos aqueles que lhe eram queridos.

As Traquínias: Dejanira, ao perceber que pode perder o amor de seu marido para Íole, sua amante, lembra-se do poderoso filtro que tem guardado e pergunta a opinião do coro antes de decidir se deve ou não utilizar a dádiva que outrora recebera do Centauro, e que, mais tarde virá a matar Héracles.

Édipo Rei: Édipo, príncipe de Corinto, é insultado por um bêbado, que o acusa de ser filho ilegítimo do Rei Políbios. Embora Políbios procure tranqüilizar Édipo, o príncipe, perturbado, recorre ao Oráculo de Píton, mais tarde conhecido como Delfos. O oráculo evita responder à sua dúvida, mas dá a terrível informação de que Édipo está destinado a matar o pai e casar-se com a mãe. Como Édipo não tem a menor intenção de deixar que isso aconteça, ele foge de Corinto e vai para Tebas. E aí começa a tragédia. Em uma encruzilhada, Édipo depara-se com uma carruagem. À frente vem o arauto, que ordena rudemente a Édipo que se afaste e tenta empurrá-lo para fora da estrada. O príncipe começa uma briga e termina matando todo mundo que nela se envolve. Para sua desgraça, um dos homens que vinha na carruagem era seu pai verdadeiro, o rei Laios de Tebas. Após resolver o enigma da esfinge e salvar Tebas desse flagelo, Édipo é proclamado rei e casa-se com a viúva de Laios, Jocasta, sua mãe verdadeira. Ao descobrir que a maldição se confirmou, Édipo não consegue suportar a verdade e arranca os próprios olhos. Antes que Édipo tomasse a decisão de fugir da profecia do oráculo, Laios, sua vítima já tinha cometido o mesmo engano. Apolo havia advertido Laios de que seu próprio filho o mataria e, quando Édipo nasceu, o rei mandou perfurar com um cravo um dos pés da criança e abandoná-la em uma montanha. Mas o menino foi encontrado por um pastor e levado ao rei Políbios, que o adotou. Essa foi a origem da confusão de Édipo e foi daí que veio seu nome: “oidípous” significa “pé inflamado”.

– Electra

– Filoctetes

– Édipo em Colono

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